Isso já aconteceu antes...

Já perguntamos isso outras vezes, mas não custa insistir: vocês confiam nos seus amigos? Nos seus parentes? Nos companheiros de trabalho? É sempre bom se perguntar isso antes de tratar o assunto "dinheiro". Oito funcionárias de um salão de beleza em Indianápolis, nos Estados Unidos, estão em uma batalha judicial para decidir quem foi que ganhou um prêmio de R$ 18,8 milhões na loteria.



Christina Shaw foi quem se responsabilizou por comprar o bilhete, no entanto, diz a mulher, que além do bilhete para o bolão, ela comprou também um bilhete para ela mesma, que no caso, foi o ganhador. As colegas dizem que Christina comprou o bilhete vencedor "no mesmo lugar e na mesma hora" em que comprou os bilhetes que fariam parte de uma aposta conjunta de todo o salão de beleza na loteria.

No ano passado, um caso parecido aconteceu em Maryland, também nos Estados Unidos. Quinze funcionários do McDonald''s também resolveram tentar a sorte no jogo e se deram bem. Mas, o prêmio de US$ 105 milhões sorteado na loteria Mega Millions foi para uma única pessoa, Mirlande Wilson, a compradora do bilhete.

A ex-funcionária da rede de fast-food simplesmente desistiu de dividir o prêmio e fez como Christina Shaw, alegou que o bilhete premiado era o que tinha comprado sozinha e não o tíquete do bolão: - Nós fizemos mesmo uma aposta conjunta, mas eu também comprei um bilhete por minha conta. O cartão sorteado não foi o do bolão, afirmou ao jornal New York Post.

Já em Joaçaba, Santa Catarina, a história foi bem diferente. O concurso 898 da Mega-Sena, de 2007, sorteou um prêmio de R$ 36 milhões; os ganhadores foram um patrão que fez o jogo e um ex-empregado que deu os números sorteados. O patrão, que estava com o tíquete premiado, sacou R$ 2 milhões e sumiu. Quando reapareceu, contestou a acusação do ex-funcionário, afirmando que os números eram uma combinação entre sua data de aniversário e a dos filhos. Mas o marceneiro provou que era o número do seu celular e que tinha pagado metade do valor da aposta. O STJ decidiu manter as sentenças das instâncias inferiores que determinavam a divisão em dois e cada um levou aproximadamente R$ 18 milhões.